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Análise: Botafogo transforma sufoco em alívio e finalmente respira contra o Z-4

05/11/2026

Análise: Botafogo transforma sufoco em alívio e finalmente respira contra o Z-4

A comemoração dos torcedores do Botafogo no apito final da vitória sobre o Atlético-MG, nesta quarta-feira, pode ser definida em uma palavra: alívio. O 1 a 0 teve tons de sufoco, drama e de um peso tirado das costas na luta contra o rebaixamento.

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Tudo se desenhava para um jogo tranquilo para o Botafogo. Mesmo em uma maré de resultados ruins, o clube carioca tinha motivos para acreditar em uma vitória sobre o Atlético-MG. Jogaria em casa, com estádio cheio e diante de um adversário que pouparia pensando em outra competição. Era vencer ou vencer. Uma derrota poderia deixar o time a um ponto da zona.

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A surpresa chegou na escalação: Tite definiu o Botafogo com três zagueiros (Ferraresi, Justino e Marçal), retornou com Huguinho como primeiro volante, manteve Medina e montou o ataque com Danilo Pereira e Tiquinho.

Foi uma equipe muito diferente da apresentada nos últimos jogos, principalmente pela segurança defensiva. Durante o 90 minutos, Gabriel Batista não foi tão exigido como nas outras partidas, mas foi muito bem quando precisou trabalhar. O esquema com três zagueiros e um volante "cão de caça" funcionou muito bem. Huguinho fez um ótimo jogo e protegeu a área do Botafogo.

Ofensivamente era um time estranho. As jogadas não tinham sequência por dentro nos primeiros minutos, em mais uma partida apagada de Medina. Foi assim que Vitinho ensaiou algumas corridas com a bola. Em uma delas, fez a jogada para o gol de Edenilson. Esse foi o sexto gol do meia, que apareceu bem no meio de campo e pisando na área mais uma vez.

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Um dos problemas do Botafogo de Tite é não manter esse ritmo e matar os jogos, caso do empate com o Coritiba e da vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, quando o time carioca correu riscos até o fim. O Atlético-MG não conseguiu se impor na partida, mas também não teve um adversário que pressionou para fazer mais.

Com a vantagem, o Botafogo ficou com um 5-4-1 (cinco defensores, quatro meias e um atacante, Tiquinho, isolado) quando não tinha a bola. O jogo esfriou e o Galo teve espaço, mas parou na boa partida dos defensores e de Gabriel Batista.

Tite fez mudanças no segundo tempo. Primeiro, deixou dois laterais esquerdos juntos ao entrar com Alex Telles e jogar Paulinho para ponta. O Botafogo jogou assim por nove minutos, quando o treinador tirou Paulinho e colocou Kauan Toledo.

A velocidade do time apareceu somente aos 30 minutos da última etapa. Com Matheus Martins e Kauan Toledo, o Botafogo teve poder de fogo, mas fez o que um time nessa situação não pode fazer: perdeu chances claras. Matheus teve a chance de fazer o 2 a 0, mas foi mal cara a cara com Éverson. Kauan também tomou decisões erradas quando poderia ter girado a faca.

Nos últimos minutos, a tensão aumentou com as chances perdidas pelo Botafogo. O Galo chegou mais na área e colocou presença no ataque, mas não conseguiu marcar. Alívio na arquibancada e na tabela do Brasileirão. Com a vitória, o Botafogo abriu cinco pontos para a zona de rebaixamento e consegue respirar de novo na luta contra o Z-4.

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