O CRB fez um resumo de sua campanha no Brasileiro na apresentação deste sábado à noite contra o Londrina. Jogou um futebol vistoso no Rei Pelé, teve intensidade e criatividade e abriu vantagem de 2 a 0 no primeiro tempo. Poderia ter feito mais gols.
No outro lado do espelho, perdeu a concentração, cometeu falhas defensivas e não calibrou o pé.
Crystopher, meio-campista do CRB
Divulgação/Ascom CRB
O time finalizou 18 vezes no gol (isso mesmo) e terminou a partida nas cordas, torcendo para o árbitro encerrar o sofrimento. Teve até bola no travessão no último lance.
Essa oscilação acompanhou a equipe ao longo do campeonato: períodos de lucidez criativa alternados com jogos marcados pela falta de confiança.
A melhor parte da história deste sábado foi que, apesar de o Londrina ter feito um gol no segundo tempo e ameaçado empatar com duas grandes oportunidades, o CRB sustentou o placar de 2 a 1.
O resultado coloca o Galo no cobiçado G-6, com 55 pontos, a apenas três rodadas do fim da competição. Enfrenta ainda na sequência o Goiás (fora), o Náutico (fora) e o Ceará (casa).
O técnico Fábio Matias tem ajustes a fazer, até para evitar esse jogo ansioso da etapa final, marcado pela alternância de ataques e contra-ataques. Mas, fundamentalmente, precisa trabalhar o lado emocional dos atletas.
CRB x Londrina, no Rei Pelé
Rodrigo Cedro/TV Asa Branca
Muitos jogadores estão sentindo o peso das partidas decisivas da Série B. Não apenas no CRB. Basta olhar para o lado.
Em Campinas, o Fortaleza empatou por 2 a 2 com a lanterna Ponte Preta. O Sport oscila até mais do que o Galo, assim como o Atlético-GO, derrotado em casa neste sábado pelo Novorizontino, por 1 a 0.
Danielzinho e Crystopher decidem para o CRB contra o Londrina
Francisco Cedrim/CRB
Nas três rodadas que restam, o CRB precisa encontrar equilíbrio, o caminho do meio, e fazer com que os outros jogadores trabalhem para potencializar dois meias que vêm fazendo a diferença no returno: Crystopher e Danielzinho.
Não foi por coincidência que eles fizeram os gols da partida deste sábado.
Contra o Botafogo-SP, na derrota da semana passada, os meias não foram bem, e o time despencou tecnicamente.
Neste sábado, não. Tomaram conta do meio-campo, e a vitória regatiana foi construída pelos pés da dupla. Arco e flecha, sabe?
Hoje, eles valem para o CRB o que Mikael representou no primeiro turno. O artilheiro perdeu ritmo nas últimas partidas, está machucado, mas Crystopher, com gols e assistências, assumiu o protagonismo. Daniel leva o prêmio de melhor ator coadjuvante.




