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Análise: Fortaleza tropeça na lanterna Ponte Preta e joga fora pontos cruciais pelo G-2

25/10/2026

Análise: Fortaleza tropeça na lanterna Ponte Preta e joga fora pontos cruciais pelo G-2

Lento, previsível e refém dos próprios erros. O Fortaleza desperdiçou pontos preciosos diante da lanterna Ponte Preta, neste sábado (24), e se complica na briga pelas primeiras posições da Série B. Diante de um adversário fragilizado, a equipe de Paulo Autuori voltou a oscilar no momento mais decisivo da temporada. O empate tem sabor amargo de derrota para o time que insiste em vacilar quando precisa se consolidar.

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Nem o torcedor mais desconfiado esperava uma atuação tão abaixo contra a Ponte Preta, que havia somado apenas 14 pontos em 37 jogos. Mesmo em campo neutro e diante de uma defesa que já havia sofrido 74 gols na competição, o Leão do Pici foi incapaz de impor autoridade para garantir três pontos que eram obrigação na luta pelo G-2.

O empate mantém o Tricolor estacionado na 4ª colocação, mas o estrago pode ser maior: a distância para a vice-liderança corre o risco de aumentar caso o Juventude vença o Náutico no fechamento da rodada.

Posse de bola inofensiva

Em um cenário que, teoricamente, lhe favorecia, longe da pressão de sua própria torcida, o Fortaleza chegou a ter 80% de posse de bola. Mas o número frio do primeiro tempo engana: foi um controle ilusório, inofensivo e burocrático. O Leão não conseguia agredir o lanterna, o que reforça o momento de oscilação em meio aos 16 jogos de invencibilidade.

O espírito de decisão passou longe dos atletas tricolores. Nem mesmo o gol de pênalti convertido por Maílton escondeu a produção abaixo do normal. A lentidão nas tomadas de decisão, a falta de criatividade no ataque e as brechas defensivas voltaram a dar as caras. A aparente sensação de controle da partida virou a armadilha perfeita montada pelo próprio Leão.

A Ponte Preta precisou de três minutos para construir a virada em cima de velhos problemas do Tricolor: erro na saída de bola, fragilidade na bola aérea e os contra-ataques nas costas dos laterais. Em dois lances rápidos, a vantagem ruiu.

Pressão desordenada

O Fortaleza só acordou no segundo tempo. Com as alterações, a equipe empurrou a Macaca, de pouco repertório, para a sua própria área. O duelo virou ataque contra defesa, mas faltou lucidez e qualidade para furar as linhas do adversário.

Chico da Costa virou o homem referência dentro da grande área da Ponte, mas curiosamente, foi o baixinho Rodriguinho quem aproveitou a insistência nas bolas aéreas para empatar a partida.

A partir daí, o roteiro virou um monólogo, com o Fortaleza na insistência dos cruzamentos para área. É verdade que as ausências de Lucas Sasha, Luiz Fernando e Cantillo limitaram as opções no banco, mas os desfalques não justificam a baixa produtividade em campo.

Abaixo da média

Individualmente, a noite foi para esquecer. Vitinho, Pedro Henrique e Chico da Costa tiveram atuações muito decepcionantes. Os pontas foram incapazes de dar profundidade ou concluir jogadas, enquanto o centroavante segue visivelmente fora de ritmo e brigando com a bola.

Das peças acionadas no decorrer do jogo, Paulo Baya participou do lance do empate, mas Welliton, Lucca Prior e Nathan Fogaça pouco acrescentaram em intensidade.

O Fortaleza deixa escapar dois pontos que podem cobrar juros altíssimos na reta final. Faltam três rodadas para o time definir sua vida rumo ao acesso. A invencibilidade pode ser um número bonito para as estatísticas, mas não esconde um futebol pobre que oscila diante dos adversários mais frágeis, e que preocupa os torcedores tricolores.

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