Francês por brasileiro, duas corridas e a Haas como cenário; seis anos depois, a equipe americana volta a promover a estreia de um piloto brasileiro na F1 em circunstâncias excepcionais. Desta vez, Rafael Câmara é quem assume o cockpit do time nos GPs de São Paulo e Las Vegas - seguindo o destino do compatriota Pietro Fittipaldi.
Rafael Câmara será titular da Haas nos GPs Brasil e de Las VegasParto, Pelé distraído: 10 momentos curiosos da F1 em SP
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/6/u/7Y4uPETAOmGzxxhqOueg/cc-59374-r5fkwdlq-20261015113513-462.jpg)
A oportunidade surgiu para o jovem, líder do campeonato da Fórmula 2, porque a equipe decidiu dispensar de vez Esteban Ocon da titularidade. O francês teria se envolvido em um desentendimento com o chefe da Haas, Ayao Komatsu, segundo a imprensa europeia.
Inicialmente, ele foi substituído no GP do México no último fim de semana pelo japonês Ryo Hirakawa. Entretanto, Hirakawa vai disputar a etapa final do Mundial de Endurance da FIA (Federação Internacional do Automobilismo) justamente no fim de semana da F1 no Brasil. Por isso, restaram Rafa Câmara e o australiano Jack Doohan, reserva oficial, como opções. O time escolheu Câmara por fim.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/D/r/V40FaQScmoC5df4ut23Q/2301497575-460.jpg)
Apesar dos motivos serem diferentes, o último brasileiro a estrear na F1 no meio da temporada vigente compartilha com Rafael Câmara algumas outras semelhanças em sua história. Pietro Fittipaldi, hoje com 30 anos, guiou o carro da Haas também em dois GPs da F1 na temporada 2020.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2024/s/t/msLcWtSoaBw0LhzUkLog/gettyimages-1818237354-4-.jpg)
Além disso, ele também substituiu outro piloto francês: Romain Grosjean, que havia se acidentado no GP do Bahrein daquela temporada.
Grosjean sofreu graves queimaduras em uma batida que gerou imagens impressionantes e, embora tenha se recuperado plenamente e voltado a competir pela IndyCar no ano seguinte, teve que se ausentar nos GPs de Sakhir e Abu Dhabi.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2020/A/3/bzwZr4Sw2xDuDE6FHmlQ/en-2h-vw4aaphfi.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2020/x/L/cmzIhsRPyy1mFgBwB1XQ/128445036-3839097862775623-2093147137173410443-n.jpg)
Pietro não conseguiu pontuar, sendo 19º colocado no GP de Sakhir e 17º em Abu Dhabi. Seis anos depois, entretanto, Câmara vai guiar uma Haas melhor do que antes: a equipe é sétima colocada no Mundial de construtores, dos quais 23 foram conquistados pelo jovem Oliver Bearman.
O inglês de 21 anos está confirmado nas últimas quatro corridas desta temporada e também no próximo campeonato, no qual correrá ao lado de Câmara.
GP de 2026 será o primeiro da década com dois brasileiros
Pela primeira vez desde 2016, Interlagos voltará a ter dois pilotos brasileiros na pista. Câmara carregará a bandeira do Brasil no grid ao lado de Gabriel Bortoleto, compatriota que corre pela Audi - e que estreou na F1 em 2025 quando o time ainda se chamava Sauber.
A última vez que uma dupla de pilotos representou as cores do Brasil no Templo do Automobilismo foi no GP do Brasil de 2016, prova marcada pela vitória de Lewis Hamilton e o impressionante terceiro lugar de Max Verstappen, ainda um jovem piloto que cruzou todo o grid rumo ao pódio debaixo de fortes chuvas. Na ocasião, Felipe Nasr (Sauber) e Felipe Massa (Williams) ainda corriam na F1.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2024/3/O/uyAudcTDKXy9txxVoeAg/gettyimages-611060978.jpg)
Além do grande desempenho de nomes importantes da categoria, a corrida em questão teve um momento emocionante: a despedida de Massa do público brasileiro, sucedendo seu anúncio de aposentadoria. O piloto bateu e, depois de abandonar a prova, percorreu o pit lane com uma bandeira do Brasil nas costas sob forte comoção. Nasr pontuou na disputa, chegando em nono lugar.
No fim do ano, o repentino anúncio da aposentadoria do campeão Nico Rosberg fez a Mercedes trazer Valtteri Bottas da Williams; para preencher a lacuna do finlandês no time, a equipe de Grove assinou um contrato que trouxe Felipe Massa de volta ao grid em 2017.

