Histórico poder do Santa Cruz, a Comissão Patrimonial, órgão responsável por cuidar dos ativos imobiliários como o Arruda e o CT Ninho das Cobras, deixará de ser independente a partir do ano que vem. A mudança se dará em função da transformação do clube ao modelo de SAF, em estágio final de implementação.
Dessa forma, os membros da futura Comissão Patrimonial tricolor - o presidente e os chamados 10 vogais - passarão a se reportar diretamente ao presidente Bruno Rodrigues.
Nesse contexto, outras mudanças também estão acontecendo. Durante o período de transição entre a associação e a SAF, o Santa Cruz organizou um grupo de trabalho para cuidar especificamente do Arruda, uma vez que o estádio está fechado para público há mais de um ano por falta de laudos dos órgãos de segurança.
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O grupo tem a participação de membros dos três poderes do clube (a Comissão Patrimonial, o Poder Executivo e o Conselho Deliberativo) e é composto pelos seguintes representantes: Tarcísio Magalhães e Sergio Goiana (em nome da Patrimonial), Guilherme Leite e Bruno Rodrigues (em nome do Executivo) e Victor Pessoa de Melo, presidente do Conselho Deliberativo.
Adriano Lucena, presidente da Comissão Patrimonial desde o início da gestão de Bruno Rodrigues, em 2024, não atua mais no grupo nem terá participação de líder no órgão do Santa Cruz em 2027. Ele está fora do processo.
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Será Bruno, ao que tudo indica, o aclamado nas eleições de dezembro, a ter autonomia para indicar o próximo nome que coordenará o órgão. Procurado, Adriano Lucena não se posicionou para o ge.
A Comissão Patrimonial é um poder que, segundo os próprios ex-dirigentes, só o Santa possui.
Ela foi criada em 1970 por um grupo de tricolores engenheiros e tem arrecadação própria, obtida a partir de aluguel e venda de ingressos das cadeiras do Arruda, dos títulos patrimoniais e aluguel e venda de ingressos de camarotes. Recentemente o uso dos estacionamentos na sede social do estádio também foi incorporado à receita da Patrimonial.
Cabe recordar que, uma vez transformado definitivamente em SAF, o Santa Cruz terá valores mínimos de investimento em infraestrutura a receber. Assim que o leilão das cotas da SAF for concluído, está estabelecido em contrato que os investidores vão aportar R$ 6 milhões para obras emergenciais.
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