Antes de conquistar títulos por Palmeiras, Corinthians e Seleção Brasileira, Edílson Capetinha viveu dias de dificuldade no futebol capixaba. No início da carreira, quando defendia o Industrial, de Santa Maria de Jetibá, o ex-atacante conta que chegava a entrar escondido na cozinha do clube durante a madrugada para conseguir comida. O que começou como uma maneira de matar a fome dos jogadores, porém, acabou provocando uma situação de tensão com o cozinheiro da equipe.
+ 📱 Siga o Globo Esporte Espírito Santo no Instagram
A história bem-humorada foi revelada em entrevista ao podcast Boteco do Chula, apresentado pelo também ex-jogador Aloísio Chulapa. No bate-papo, Edílson recordou as dificuldades enfrentadas no interior do Espírito Santo, quando o Industrial dependia da ajuda de comerciantes e moradores da cidade para manter as atividades.
— Quem ajudava o time eram os comerciantes da cidade, os feirantes, o dono do mercado. O salário era um pouco da prefeitura, dos comerciantes e de outras pessoas que ajudavam. A gente tinha muita dificuldade. Morávamos todo mundo em uma casinha, com dez pessoas em um quarto só — contou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/g/n/S7sDGMQSGW4CytJfA08w/boteco-do-chula-edilson-capetinha-73-youtube-e-mais-7-paginas-pessoal-microsoft-edge-2026-11-01-22-21-19.mp4-snapshot-01.25-2026.11.01-22.29.52-.jpg)
Segundo Edílson, a alimentação dos jogadores seguia horários determinados, com café da manhã, almoço e jantar. O problema aparecia durante a madrugada, quando a fome voltava e não havia comida disponível para o grupo.
Foi nesse cenário que o atacante encontrou uma solução inusitada. Por ser o jogador mais baixo e magro entre os companheiros, conseguia passar por uma pequena abertura e entrar na cozinha sem ser visto. Lá dentro, pegava biscoitos, pão e outros alimentos.
— Eu era o único pequenininho e magrinho que passava numa greta. A gente ficava com fome de madrugada e tinha que roubar a cozinha, né? Eu passava ali e pegava biscoito, pão, não sei o quê. Só que, no outro dia, fazia falta — relatou.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/p/H/RBAmrcS5As8lgl7ngcCg/boteco-do-chula-edilson-capetinha-73-youtube-e-mais-7-paginas-pessoal-microsoft-edge-2026-11-01-22-21-19.mp4-snapshot-00.30-2026.11.01-22.27.34-.jpg)
Cozinheiro ameaçou esperar pelo "ladrão"
A situação começou a ficar complicada quando o cozinheiro, conhecido pelo apelido de Brother, percebeu que os alimentos estavam desaparecendo. Sem saber quem entrava na cozinha durante a madrugada, ele passou a reclamar que alguém estava roubando o local.
O episódio ganhou contornos ainda mais tensos quando Brother decidiu tomar uma atitude para flagrar o responsável. Segundo Edílson, o cozinheiro apareceu com uma peixeira e anunciou que passaria a noite na cozinha à espera do suposto ladrão.
— Um dia, ele puxou uma peixeira e falou: “Edílson, eu vou dormir aqui. Na hora que o ladrão entrar, eu vou meter a peixeira nele”. Eu pensando: meu Deus do céu! Ainda bem que ele me avisou, senão eu não vou entrar, não — contou o ex-atacante, aos risos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/z/G/jWxUK9TMKBFx5IbiUmjQ/boteco-do-chula-edilson-capetinha-73-youtube-e-mais-7-paginas-pessoal-microsoft-edge-2026-11-01-22-21-19.mp4-snapshot-02.24-2026.11.01-22.30.25-.jpg)
+ 📺 Assista aos vídeos da edição capixaba do programa Globo Esporte!
Do futebol capixaba ao pentacampeonato mundial
A passagem pelo Industrial, em Santa Maria de Jetibá, marcou o início da trajetória profissional de Edílson. Depois de atuar pelo clube capixaba, o atacante seguiu para o Tanabi, do interior paulista, e posteriormente chegou ao Guarani, onde ganhou projeção no futebol brasileiro.
Em 1993, foi contratado pelo Palmeiras e iniciou uma trajetória de destaque nacional, com conquistas importantes também por Corinthians, Flamengo e outros clubes. Pela Seleção Brasileira, integrou o elenco campeão da Copa do Mundo de 2002, no Japão e na Coreia do Sul.




