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Justiça volta a negar pedido da Feng e mantém contrato do São Paulo com a Ticketmaster

07/11/2026

Justiça volta a negar pedido da Feng e mantém contrato do São Paulo com a Ticketmaster

O São Paulo obteve uma nova vitória na Justiça na sexta-feira. A Feng teve negado o seu pedido de anulação do contrato do clube com a Ticketmaster para a operação do sócio-torcedor a partir do ano que vem.

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Nas últimas semanas, a Feng foi à Justiça contra o São Paulo alegando que tinha a prioridade para igualar uma proposta de outra empresa que tivesse interesse em assumir o programa de sócio-torcedor do clube, como a Ticketmaster.

O São Paulo se defende alegando que o contrato prevê a rescisão unilateral com aviso prévio de 180 dias e pagamento de 15% da receita bruta mensal, sem necessidade de dar à Feng a possibilidade de igualar uma proposta.

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A Justiça voltou a concordar que o contrato prevê a rescisão unilateral sem dar à Feng o direito de renovar o próprio contrato que seria rescindido ou a prioridade em uma nova parceria, como a firmada com a Ticketmaster.

A Feng também pediu à Justiça que os valores aos quais o São Paulo tem direito pelo contrato com a Ticketmaster fossem depositados em juízo. Esse pedido também foi negado. O clube receberá, até o fim do ano, R$ 140 milhões.

A Feng não tem mais a possibilidade de pedir uma liminar na Justiça. Ou seja, agora o processo seguirá o ritmo comum até ser julgado (veja abaixo nota da empresa).

Nova parceria

O São Paulo acertou com a Ticketmaster nas últimas semanas para a empresa assumir a gestão de ingressos do Morumbis e o programa de sócio-torcedor do clube. A gestora também pagou R$ 30 milhões para usar o camarote 29A do estádio.

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Os outros R$ 110 milhões, que totalizam os R$ 140 milhões, serão uma espécie de empréstimo da Ticketmaster ao São Paulo. E o clube precisará devolver esses valores a partir da renda obtida com jogos no Morumbis, com um limite de R$ 1,8 milhão ao mês.

Posicionamento da Feng depois de novo derrota na Justiça:

A Feng atua desde 2021 na gestão do programa Sócio Torcedor do São Paulo Futebol Clube, em uma parceria pautada por transparência e por resultados expressivos. Sob nossa gestão, a receita anual do programa saltou de R$ 7 milhões para mais de R$ 50 milhões, conforme os balanços do clube. No mesmo período, o ticket médio passou de R$ 31 para R$ 93,13, e a base de sócios cresceu de 12 mil para os atuais 44,6 mil.

Esses números são fruto de um trabalho técnico contínuo, que vai muito além do fornecimento de software. Ao longo da parceria, a Feng foi responsável pela pesquisa e inteligência de torcedor, pelo redesenho dos planos e pela nova plataforma de gestão de receita recorrente. Também implementou a mecânica de pontos, experiências e resgates, o sistema de rating para prioridade na compra de ingressos e a comunicação permanente do programa. Tudo isso, sempre, impulsionado pela força da torcida são-paulina.

Como cada clube adota critérios próprios para contar seus sócios, a comparação mais justa entre programas é a receita registrada nos balanços. Por esse critério, um levantamento da Feng com base nas demonstrações financeiras de 2025 mostra o São Paulo como o 3º clube do país em receitas com sócios e o 4º quando somada a bilheteria. Em receita exclusiva de sócio-torcedor, o clube aparece em 5º, posição que também reflete diferenças na forma como cada clube contabiliza essas receitas.

A diferença de critérios fica clara no ticket médio. O Atlético-MG, que divulga mais de 130 mil sócios, registrou R$ 36,4 milhões com seu programa em 2025, cerca de 35% abaixo do São Paulo, o que equivale a um ticket médio de aproximadamente R$ 23, quatro vezes menor que o são-paulino. O Palmeiras, com mais de 170 mil sócios divulgados, teria pela mesma conta um ticket médio de cerca de R$ 36, 2,6 vezes menor.

A Feng reconhece que o programa precisa seguir evoluindo e entende as críticas de parte da torcida, muitas delas ligadas a fatores que envolvem toda a experiência do torcedor com o clube, como a venda de ingressos e o acesso aos jogos no Morumbis. Foi justamente para responder a essas críticas que, a pedido da direção de Marketing do clube, a Feng estruturou em 2026 uma agenda de evolução para 2027. A agenda teve sua linha geral aprovada e incluía o lançamento do aplicativo do Sócio Torcedor, já desenvolvido, novos planos e a ampliação de benefícios. Paralelamente, a Feng construiu o Data Lake de torcedores do clube. Já em operação, ele reúne mais de 1 milhão de torcedores cadastrados e integra dados de sócio-torcedor, ingressos e e-commerce, um ativo estratégico que vai além do próprio programa.

Por isso, recebemos com surpresa, por meio da imprensa, a intenção de interrupção antecipada de uma parceria cujo contrato está vigente e foi renovado há cerca de um ano. Lamentamos também a divulgação de informações contratuais sigilosas, protegidas por cláusulas de confidencialidade. E lamentamos não ter tido a oportunidade adequada de apresentar alternativas, inclusive de antecipação de receitas, solução que a Feng já oferece aos clubes com que trabalha. Diante dos fatos, estamos adotando os caminhos cabíveis, nos foros adequados.

Com mais de 22 anos de experiência de mercado, a Feng reafirma seu compromisso com a ética e o profissionalismo e segue cumprindo integralmente suas obrigações com o São Paulo e seus sócios-torcedores.

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