A chegada de Eduardo Baptista abriu espaço para jogadores que estavam em segundo plano no elenco do Inter. Em meio à luta contra o rebaixamento, nomes como Alerrandro, Juninho, Thiago Maia, Aguirre e Kauan Jesus ganharam oportunidades e passaram a ter papel importante na equipe.
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Um deles foi o nome da vitória colorada diante do Coritiba, na última terça-feira. Alerrandro vive seu melhor momento na temporada. Antes da chegada de Baptista, a última partida como titular havia sido em 25 de julho, contra o Athletico.
– Todo mundo sabe o tanto que venho lutando, ajudando para poder tirar o Inter dessa situação, não estava saindo gol, mas não faltava entrega, saía assistência às vezes. Acho que, a partir do momento em que ele chegou, veio um ânimo a mais, eu confesso, porque não vinha sendo utilizado, e ele chega e me dá uma moral dessa. Fico muito feliz e eu estava ansioso para poder fazer o gol, retribuir esse carinho, essa confiança que ele tem por mim – disse Alerrandro à TV Inter.
Depois de perder espaço no segundo semestre, Alerrandro engatou uma sequência de seis jogos como titular com o novo treinador. No período, marcou um gol e distribuiu duas assistências, uma delas no Gre-Nal do Brasileirão.
– O Alerrandro vem trabalhando e ajudando a equipe. Sempre falei para ele: o seu gol vai sair na hora que a gente mais precisar. E saiu hoje (terça). Na hora que vi o pênalti, olhei para o céu e falei: é a hora. A profecia se fez real. E a coragem dele, a tranquilidade... bateu do jeito que treina. Isso nos deixa muito felizes e mostra para todos que o elenco está vivo – afirmou Baptista após a partida.
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Outro recuperado é Juninho. Contra o Coritiba, sofreu o pênalti cometido por Rodrigo Moledo, que deu ao Inter a vitória nos acréscimos. Até então, o zagueiro havia sido titular apenas três vezes no Brasileirão antes da troca no comando técnico. Com Baptista, iniciou as seis partidas e se firmou na equipe.
A última vez que o defensor havia começado um jogo entre os titulares antes dessa sequência foi em maio, na derrota para o Vitória. Depois disso, participou apenas de alguns minutos. Voltou ao time na estreia de Baptista, contra o Corinthians, e não deixou mais a equipe.
– O Juninho, principalmente hoje, deve ter tirado umas 40 bolas de cabeça. Foi um guerreiro no final. Estava extenuado, com câimbras. Pedi para ele ficar os últimos 10 minutos, e ele falou para deixar mais um 9. Nós colocamos, e ele ficou praticamente com três centroavantes ali. O empate era ruim para a gente, então arriscamos um pouco mais. Que bom que ele sofreu o pênalti.
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Thiago Maia seguiu caminho parecido. Sem espaço no primeiro semestre sob o comando de Pezzolano, era utilizado principalmente nos minutos finais das partidas. Após se recuperar de uma lesão na coxa, voltou a aparecer no segundo semestre e ganhou protagonismo com Baptista, sendo titular nos seis jogos desde a chegada do treinador.
Braian Aguirre também ganhou mais oportunidades com Eduardo Baptista. Com Pezzolano, era preterido pela improvisação de Vitinho na linha de cinco defensores. Sem espaço, o lateral-direito esteve próximo de voltar à Argentina, mas o acerto com o Rosario Central não se deu por não ter passado no exame médico.
Com isso, retornou ao Beira-Rio. Recuperado após quase deixar o clube e respaldado pelo novo esquema, ganhou confiança de Baptista e uma vaga como titular com o treinador.
Fora dos casos de recuperação, mas que também ganhou destaque na gestão Baptista é o goleiro Kauan Jesus. Formado na base, o jovem recebeu as primeiras oportunidades no time principal justamente em um dos momentos mais delicados da temporada.
Com Anthoni e Rochet lesionados, e Matheus Cunha afastado depois das constantes falhas, Kauan assumiu a responsabilidade. A resposta foi imediata. Em três jogos como titular, soma 14 defesas e saiu de campo sem sofrer gols em duas oportunidades.
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