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Regra da Fifa impede Portugal de aposentar camisa 7 de Cristiano Ronaldo; entenda

07/11/2026

Regra da Fifa impede Portugal de aposentar camisa 7 de Cristiano Ronaldo; entenda

Com a decisão de se aposentar da seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo deixa uma interrogação no ar? Quem herdará a já histórica camisa 7 do craque? Se alguns fãs imaginam que o número é insubstituível e devia ser imortalizado junto com o ídolo, a homenagem ficará só no desejo. E não é por culpa da Federação Portuguesa de Futebol ou do técnico Jorge Jesus. Quem proíbe a retirada de números específicos em qualquer seleção é a Fifa.

A Argentina já tentou imortalizar a camisa 10 de Diego Maradona no início do século, mas descobriu que sua intenção esbarrava em um regulamento específico para competições de seleções da Fifa: os jogadores devem ter numeração sequencial até o limite de inscritos, que hoje é de 26 atletas.

Por isso, a Argentina nem mesmo cogitou aposentar, agora, a 10 de Lionel Messi, que fez em outubro sua última partida pela seleção tricampeã mundial. E também por isso a ideia de aposentar a 7 do CR7 não pode passar disso, uma ideia.

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A regra da Fifa, no entanto, vale apenas para as suas competições. Em amistosos, as seleções têm liberdade para escolher a numeração dos jogadores. Na última Data Fifa, quando explodiu a crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, o técnico entregou a camisa 7 a Rafael Leão depois de CR7 abandonar a seleção. Mas era apenas um "empréstimo" do número mais famoso da equipe nacional, como em ausências anteriores do ídolo.

Agora, Jorge Jesus terá de escolher um novo dono - definitivo ou não - para envergar a 7 que foi por quase duas décadas de Cristiano Ronaldo. A dúvida será dissipada na próxima Data Fifa, quando a seleção portuguesa jogará contra Dinamarca, dia 14 de novembro, e País de Gales, dia 17, pela Liga das Nações da Uefa.

Fora de campo, a camisa 7 também gera discussão entre especialistas de marketing. Os contratos dos patrocinadores da Federação Portuguesa de Futebol estarão em vigar até 2030, ano em que o país dividirá com Espanha e Marrocos a organização da Copa do Mundo. Segundo o jornal português "O Jogo", os valores em vigor chegam à casa de 56,8 milhões de euros anuais, sendo mais de um terço (20 milhões de euros) oriundos do contrato com a Puma, fornecedora de material esportivo.

Em entrevista a jornais portugueses nesta sexta-feira, o diretor executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), Daniel Sá, prefiu dificuldades para a Federação manter o nível de receitas sem o seu grande ídolo.

- Quando Ronaldo sair, Portugal vai cair numa escada rolante a grande velocidade - profetizou para o jornal "A Bola".

Falando para "O Jogo" sobre o impacto na venda da camisa 7 de Portugal, Daniel Sá explicou que há maneiras de mitigar o impacto da saída do craque e até continuar usufruindo da sua imagem.

- Pode haver espaço para edições especiais. Do ponto de vista legal, é possível, desde que as partes (Cristiano Ronaldo e Federação Portuguesa) estejam de acordo.

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