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Sabia dessa? Ídolo do Atlético-MG, Guilherme caiu de muro ao tentar fugir de concentração do Grêmio

07/11/2026

Sabia dessa? Ídolo do Atlético-MG, Guilherme caiu de muro ao tentar fugir de concentração do Grêmio

O atual diretor técnico do Atlético-MG, Guilherme Alves, admitiu que tentou fugir da concentração do Grêmio em 1998, mas caiu de um muro.

Contratado em 1997 para substituir Paulo Nunes, o atacante teve um início empolgante no clube gaúcho, quando marcou 12 gols em 14 partidas disputadas.

Após dar entrada no hospital com um corte na nuca, a versão oficial de queda em escada foi desmentida pelo boletim de ocorrência policial.

O técnico Celso Roth exigiu o afastamento imediato do atleta sob ameaça de demissão. Guilherme acabou negociado com o Vasco logo em seguida.

Em 1999, o centroavante iniciou sua trajetória vitoriosa no Galo, onde virou ídolo e assumiu o cargo de diretor em maio deste ano.

Um ídolo do Atlético-MG protagonizou, há quase 30 anos, um episódio pitoresco que virou folclore no Grêmio. Guilherme Alves, atual diretor técnico do Galo, reconhece os excessos na passagem por Porto Alegre. A principal história ocorreu em 1998, quando tentou deixar a concentração, caiu de um muro e acabou afastado do clube por exigência do então treinador Celso Roth.

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Guilherme chegou ao Grêmio no segundo semestre de 1997, contratado junto ao Rayo Vallecano, da Espanha, para substituir Paulo Nunes. O início empolgou. Foi um dos destaques da campanha que manteve o time na Série A ao marcar 12 gols em 14 partidas.

No ano seguinte, não repetiu a produção. Guilherme chamou mais atenção pelo desempenho fora de campo. Um episódio em especial virou lenda entre os gremistas.

Na madrugada de 17 de agosto, o centroavante deu entrada no Hospital Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre com um corte na nuca. Foi levado ao local pela Polícia Militar, levou três pontos na nuca, recebeu vacina antitetânica e acabou cortado da partida contra o Vasco pela Copa Mercosul.

O Grêmio, o empresário de Guilherme, Gilmar Veloz, e o próprio atleta alegaram que o machucado decorria de uma queda na escada da concentração por uma brincadeira com um companheiro, como relatou a edição do jornal Zero Hora do dia seguinte.

A publicação, no entanto, trouxe o que dizia o boletim de ocorrência registrado na ocasião. O documento citava que Guilherme estava na Avenida Carlos Barbosa, em frente ao estádio Olímpico, quando abordou a viatura da polícia.

Apesar do discurso oficial, o hoje dirigente admitiu que se machucou ao tentar deixar a concentração gremista. Guilherme classificou o episódio como o maior erro da carreira em entrevista ao podcast Benja Me Mucho, do jornalista Benjamin Back.

O episódio provocou forte reação do técnico. A edição de Zero Hora de 21 de agosto de 1998 revelou que Roth exigiu o afastamento de Guilherme ou deixaria o Tricolor.

O centroavante não atuou mais pelo Grêmio e foi vendido ao Vasco. O episódio, porém, não impediu que a dupla se reencontrasse. Roth e Guilherme trabalharam juntos no próprio Atlético e no Botafogo.

Guilherme atribui parte dos problemas ao encantamento com Porto Alegre. Segundo ele, o retorno da Europa, o alto salário e as tentações da noite porto-alegrense atrapalharam sua dedicação ao clube.

– Para um cara de 24 anos, eu ganhava para c*** no Grêmio, ganhava em dólar. Foram três anos na Europa e você não vai muito para a noite... Porto Alegre é bacana. Eu morava sozinho – contou.

Guilherme brilharia no ano seguinte. Em 1999, iniciou a trajetória pelo Galo. O time foi vice-campeão brasileiro e o atacante terminou como o artilheiro da competição, com 28 gols.

Jogou no clube até 2002 e voltou em 2003. Ídolo do Galo, assumiu em maio deste ano o posto de diretor. Em Porto Alegre, porém, a história da fuga frustrada segue viva no folclore gremista.

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