Veja as 'figuras' da 100ª edição da São Silvestre
A Corrida Internacional de São Silvestre vai ganhar um filme em comemoração aos 100 anos. O projeto já foi aprovado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e está na fase de captação de recursos.
A produtora responsável pelo longa-metragem é de Ribeirão Preto (SP) e já contou as histórias da atleta Maria Zeferina Baldaia, ex-boia-fria que foi campeã da São Silvestre em 2001, e do triatleta Sérgio Buonarotti, que levou um tiro durante um assalto, passou por 60 cirurgias, ficou em coma e voltou a competir.
Largada da São Silvestre de 2025
Marcos Ribolli
+ 100ª São Silvestre: saiba quem foi o santo e por que ele dá nome à prova
+ Conheça história do primeiro campeão da São Silvestre
+ Veja curiosidades da Corrida Internacional de São Silvestre
A produção do filme da São Silvestre foi confirmada após o acordo firmado com a Fundação Cásper Líbero, que organiza a corrida. O longa deve contar com depoimentos de atletas, participantes gerais, além de fotos e registros históricos desde as primeiras provas.
- Eu sempre acreditei na força do interior brasileiro em fazer cinema, especialmente Ribeirão Preto que tem potencial pra ser um polo nacional de produção cinematográfica. E vencer a concorrência de empresas do país inteiro pra contar um século de história da São Silvestre é, de fato, uma conquista que nos traz muito orgulho e, ao mesmo tempo, uma enorme responsabilidade – disse o jornalista Lucas Bretas, diretor do filme.
Estrela de cinema : história da corredora Maria Zeferina vira filme
A expectativa é de que o filme fique pronto em dezembro do próximo ano e seja lançado durante a semana da São Silvestre de 2027. O nome do longa ainda está em processo de definição.
São Silvestre centenária
A São Silvestre é a prova de rua mais famosa do Brasil e uma das mais tradicionais do mundo. O trajeto tem 15 quilômetros pelas ruas de São Paulo, com a presença de atletas de elite e amadores sempre no dia 31 de dezembro. A 100ª edição foi disputada em 2025.
De início, apenas homens brasileiros podiam participar, mas depois estrangeiros passaram a ser aceitos. As mulheres só começaram a correr em 1975.
Foto da primeira largada da São Silvestre, em 1925
Divulgação/São Silvestre
Antes disputada à noite, praticamente na virada do ano, passou a ser realizada à tarde e, nas últimas edições, pela manhã.
A origem foi uma corrida noturna em Paris, na França, em que os atletas usavam tochas. O jornalista Cásper Líbero assistiu no local e quis implementar no Brasil.
A corrida foi batizada com esse nome por justamente ser o dia do santo São Silvestre, celebrado em 31 de dezembro pela Igreja Católica.




