Cinco derrotas seguidas. Desde 2019 o Atlético-MG não convivia com essa marca negativa. Os reservas tentaram, mas não evitaram o tropeço para o Botafogo no Engenhão, pela 34ª rodada do Brasileiro. As notícias positivas vêm da base, enquanto outros jogadores não aproveitaram a oportunidade.
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Domínguez escalou uma equipe praticamente reserva. A grande novidade foi o retorno de Everson ao gol depois de ficar dois meses longe dos gramados. Já os titulares sequer viajaram para o Rio de Janeiro. Ficaram em Belo Horizonte em preparação para o jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil.
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Mesmo fora de casa, o Atlético tratou de ter a posse de bola - até pela estratégia do Botafogo - no primeiro tempo. Nos primeiros minutos, o controle não resultou em oportunidades ou em chegadas na área, era uma posse nula.
Por outro lado, quando não estava se defendendo, o time não conseguiu ser combativo no meio-campo e cedeu espaços para o adversário. Em uma dessas jogadas, levou o gol. Vitinho avançou pela direita - Pascini não se aproximou - e entrou na área. Enfiou uma bola certeira para Edenílson, livre, tirar de Everson e abrir o placar. Só estava em posição regular pois Preciado não acompanhou a linha defensiva para o deixar em impedimento.
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Depois do gol, o Botafogo seguiu com espaço para chegar. Na primeira, depois de abrir o placar, Vitão cortou a cabeçada de Tiquinho na área. Na segunda, o travessão parou o atacante do alvinegro carioca.
Domínguez tratou de chamar Pérez e reclamar da marcação, da falta de combatividade. Depois disso, o Galo voltou a ter o controle da posse e ser mais perigoso.
A superioridade seguiu até o fim do primeiro tempo. Camisa 10, Scarpa trabalhou melhor a bola e deu ritmo para as jogadas - assim como Pascini. Na melhor chance, o lateral recebeu com espaço no corredor e deu um lindo passe para Alexsander na área. O volante finalizou bem, mas parou no goleiro.
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A equipe voltou no mesmo ritmo para a segunda etapa. Domínio da partida no campo de ataque e pressão diante do Botafogo. O problema é que isso não durou tanto tempo. O adversário soube se proteger melhor e teve o contra-ataque como arma.
A derrota só não foi maior porque o goleiro Everson evitou um gol do time carioca, cara a cara, com os pés. O desgaste pegou quem estava bem e uma reação acabou não acontecendo pelo lado atleticano.
O meia Gutte e o atacante Gabriel Veneno deram um passo importante no processo de formação. Ambos ganharam minutos no time profissional pela primeira vez. E devem seguir em evolução até se tornarem jogadores do primeiro elenco. Processo que o Vitão já passou e mostrou estar pronto.
Dos experientes, Alexsander e Scarpa tiveram um desempenho regular. Foram participativos e conseguiram gerar boas jogadas. Preciado, Pérez e Preciado seguem em baixa e sem merecerem novas oportunidades.
O Atlético escolheu poupar os titulares - de forma correta - pensando no jogo de volta da semifinal de Copa do Brasil. Mas, como sinal, deixou a chance de alcançar a vaga à Libertadores, via Brasileiro, mais distante caso Bahia e Fluminense pontuem na rodada. E isso coloca a pressão toda no duelo de sábado.
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